“7 coisas que aprendi”

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um meme no blog da Terracota por Bruno Cobbi Pra começar, pela graça misericordiosa e sagrada de Deus, o que diabos é um meme? O nome é uma analogia aos genes e consiste numa idéia ou comportamento que pode ser transmitido entre as pessoas através da imitação. Na memética, isso vai desde as coisas mais comuns e fundamentais para o processo evolutivo — como andar em duas pernas —...

um meme no blog da Terracota

por Bruno Cobbi

Pra começar, pela graça misericordiosa e sagrada de Deus, o que diabos é um meme? O nome é uma analogia aos genes e consiste numa idéia ou comportamento que pode ser transmitido entre as pessoas através da imitação. Na memética, isso vai desde as coisas mais comuns e fundamentais para o processo evolutivo — como andar em duas pernas — até as atividades mais complexas, como escrever textos bacanas num blog.

Resumindo: alguém faz e mostra, você gosta e copia. Outros verão você fazendo, gostarão e copiarão. Assim por diante. Alguns webclássicossurgiram assim.

Faz um viral!

É nessa palavrinha aí — “viral” — que todo esse fundamento sociológico encontra a blogosfera. Esse conceito deu origem a uma brincadeira comum entre os blogueiros: alguém escreve sobre determinado tema e, como na época das enquetes da escola, convida alguns conhecidos para escrever sobre o mesmo assunto. Os convidados, por sua vez, respondem ao meme já convidando outras pessoas e assim por diante.

O gato no sapo, o sapo na mosca, a mosca na velha…

E aí um cavalheiro chamado T. K. Pereira me fez um convite:

Admiro seu trabalho no Aprendiz de Escritor. Foi um dos primeiros e mais úteis blogs que encontrei quando decidi me dedicar à escrita.

Escrevo para convidá-lo a escrever na série ‘7 coisas que aprendi até hoje’. Trata-se de um projeto em parceria com Alexandre Lobão onde convidamos escritores em diversos estágios da carreira a partilhar sete lições de suas trajetórias. Penso que textos assim são valiosíssimos, especialmente para os inúmeros aprendizes espalhados Brasil afora.

E eles já tem uma listinha de postagenspor lá.

Minha vez

  1. Escritores escrevem. Simples assim. Não existe “minha vida daria um livro” ou “estou com um livro na cabeça”. Sente-se e escreva.
  2. Se você não tem tempo para ler, também não tem tempo para escrever. E a quantidade de porcaria que você vai produzir é inversamente proporcional à diferença entre o que você lê e o que você escreve. Traduzindo, a receita da caca literária é “leia pouco, escreva muito”.
  3. Escrever um livro é como dirigir a noite, só se enxerga até onde os faróis alcançam, mas dá pra fazer a viagem numa boa. Depois da ousadia para sair da garagem, tudo o que você vai precisar é ficar atento para não se perder no caminho.
  4. Começar é difícil. Continuar é ainda pior. Terminar é para poucos. Publicar então…
  5. Persistência é mais importante que talento. Coloque em prática a teoria de K. Anders Ericsson. A diferença entre aprendiz e mestre são dez mil horas de treino. São três anos e meio de estudo intensivo, oito horas por dia, sete dias por semana.
  6. Sorte é mais importante que persistência. Já dizia Nelson Rodrigues, sem sorte não se come nem um Chicabom. “Você pode engasgar-se com o palito ou ser atropelado pela carrocinha”.
  7. Saiba o que você tem a dizer. No fundo, o segredo é esse: o que só você poderia deixar registrado? Se descobrir como só você seria capaz de fazer, pronto! Sucesso garantido!

Meus convidados

Brindemos nossos segredos mais preciosos! São sete, não se esqueçam. Postem em seus blogs, revelem-se! Vou tentar manter essa postagem atualizada com os links para as postagens dos convidados, ok?

(Uma curiosidade: Gangnam Style, esse meme que usei pra ilustrar a postagem, quebrou um recorde mundial e entrou pro Guinness Book como o vídeo com a maior quantidade de fãs da história do YouTube. São mais de três milhões de pessoas curtindo. Esse número quebrou os recordes anteriores de Justin Bieber e Adele. Impressionante, né?!)